Luís Palma

Biografia

“Reconhecido pelo mapeamento fotográfico de paisagens industriais, zonas urbanas e de regiões periféricas, tendo em vista as mutações históricas e culturais contemporâneas, Luís Palma (1960, Porto, Portugal), começou a expôr os seus trabalhos nos finais dos anos 80, do século passado, sendo um pioneiro destas temáticas no contexto português.“

“O Presente Uma Dimensão Infinita“, edição BESArte, Lisboa, 2007.

Luís Palma frequentou o Curso Superior de Fotografia da ESAP (Escola Superior Artística do Porto), nos anos lectivos de 1982/1985. Nesta fase da sua formação académica participou em vários workshops sob a orientação de artistas internacionais entre os quais o autor destaca o nome do fotógrafo, professor, historiador e crítico, Joan Fontcuberta. Esteve ligado ao ensino e à divulgação da fotografia em Portugal. Organizou o evento Fotoporto (Fundação de Serralves (1988-1990), no qual foi curador da exposição “Fotografias“ do artista alemão Dieter Appelt. Foi co-editor da revista de arte “Confidências Para o Exílio” e sócio-fundador da livraria Inc. - Livros e Edições de Autor.

A convite do Centro de Arte Contemporânea Arteleku e do Instituto Francês de Bilbau, participou no seminário internacional “El Relato de Exposición“ (Le Récit d’ Exposition), Donostia (San Sebastián), País Basco, Espanha (1995). Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian - Serviço de Belas-Artes (1995); Ministério da Cultura / Centro Português de Fotografia / Gipuzkoa Foru Aldundia, Donostia (San Sebastián), País Basco, Espanha (1997). No contexto da programação das comemorações dos 700 anos da cidade de Bilbau, participou na exposição “7x7x7“, Diputácion Foral Bizkaia, Sala Rekalde, Bilbau, País Basco, Espanha (2000).

A sua obra monográfica conta com os apoios da Fundação de Serralves: “Paisagens Periféricas“ (1998); Fundação Cupertino de Miranda: “Memória, Urbanismo, Periferia“ (1998); Centro Português de Fotografia: “Paisagem, Indústria, Memória“ (1998); Porto 2001 Capital Europeia da Cultura: “A Experiência do Lugar“ (2001); Fundação Ilídio Pinho: “Territorialidade“ (2007); Ministério da Economia em parceria com o Museu de Arte Contemporânea de Serralves: “Ocupação“ (2009); BESPhoto 2008: “Factos e Ficções?, A Propósito de Territorialidade“ (2009); Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura: “Anatomia de um Sonho“, edição Obra de Papel (2012); Fundação EDP: “Mapeamento, Memória, Política“ (2014).
O livro “Territorialidade“ foi seleccionado para a exposição “The Best Book of the Year Award“ que se realizou na Biblioteca Nacional de Espanha, no âmbito da programação Photo España, Madrid (2008).
Por mais de duas décadas a sua obra tem sido exposta regularmente em galerias, museus e espaços independentes, com particular destaque para as seguintes exposições:
“Estados Unidos da Imagem“, Galeria Roma e Pavia, Porto (1988); “Nível de Olho“, Galeria Almada Negreiros, Lisboa (1989); “Cinco Fotógrafos Portugueses“, Galeria Brasil, Paris, França (1989); “Dia Acabado, Sol Apagado“, Galeria Graça Fonseca, Lisboa (1990); “A Palavra das Imagens“, Comissariado Português Para a Europália 91, Bruxelas, Bélgica (1991); “Memórias Metafóricas“, Centro Cultural La Beneficència, Valência, Espanha (1997); “Una Película de Piel IV“, Galeria Marisa Marimón, Ourense, Espanha (1998); “Paisagens Periféricas“, Fundação de Serralves, Porto (1998); “Paisajea, Industria, Oroimena“, Museu San Telmo, Donostia (San Sebastián), País Basco, Espanha (1998); “Distância Dupla“, Galeria Pedro Oliveira, Porto (1999); “Paisagem, Indústria, Memória“, Centro Português de Fotografia, Porto (1999); “Paisagismo Contemporâneo“, Galeria Tomás March, Valência, Espanha (1999); “Memória Afectiva“, Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra (2000); “Siete x Siete x Siete“, Fundación Telefónica, Madrid, Espanha (2001); “Colecção de Arte da Fundação Coca-Cola de Espanha“, Culturgest, Lisboa (2002); “Topografias da Vinha e do Vinho“, Kunstlerhaus Bethanien, Berlim, Alemanha (2003); “Coimbra“, Centro de Artes Visuais, Coimbra (2003); “As Cidades Contínuas“, Espaço Oficina, Galeria Fernando Santos, Porto (2004); “Ao Princípio Era a Viagem“, 28.ª Bienal de Pontevedra, Espanha (2004); “Entre a Fotografia e a Imagem“, Centro de Artes Visuais, Coimbra (2005); “Instantes da Memória“, Central Tejo, Lisboa (2007); “Territorialidade“, Galeria Presença, Porto (2008); “O Presente Uma Dimensão Infinita“, Centro Cultural de Belém, Lisboa (2008); “BesPhoto 2008“, Centro Cultural de Belém, Museu Colecção Berardo, Lisboa (2009); “Estranhas Formas de Vida“, Convento Santo António dos Capuchos, Arte Algarve: “Tão Brilhante Quanto o Sol“, Loulé (2009); “A Colecção“, Centro de Arte Contemporânea Domaine Kerguéhenner, Birgnan, França (2010); “Impressões e Comentários: Fotografia Contemporânea Portuguesa“, Salla Parpalló, Valência, Espanha (2010); “Ocupação“, Galeria Caroline Pagès, Lisboa (2010); “Da Outra Margem do Atlântico“, Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, Brasil (2010); “Mapeamento, Memória, Política“, Fundação EDP, Porto (2014); “Variations Portugaises“, Abbaye Saint Andre, Centre d’ Art Contemporain, Meymac, França (2018); “A Guerra Como Forma de Ver“, Museu de Arte Contemporânea de Elvas, Elvas (2018). “We Want Electricity“, Galeria Pedro Oliveira, Porto (2021), “Arrábida Bound“, Galeria Insofar, Lisboa (2021/2022); “Mais do Que um Metro Quadrado“, obras da colecção de Serralves, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (2022).

Está representado em diversas colecções públicas e privadas, entre as quais se destacam: Encontros de Fotografia, Centro de Artes Visuais, Coimbra; Colecção da Sala Rekalde, Diputácion Foral de Bizkaia, Bilbau, Espanha; Colecção do MACE (António Cachola), Museu de Arte Contemporânea de Elvas; Colecção da Fundação Coca-Cola de Espanha, Madrid; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Fundação PLMJ, Lisboa; Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto; Fundação Ilídio Pinho, Porto; Colecção de Fotografia Novo Banco; Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil; Fundação EDP, Lisboa.

 

© LUÍS PALMA