Luís Palma

Frequentou o Curso Superior de Fotografia da ESAP (Escola Superior Artística do Porto), nos anos lectivos de 1982/1985.
Esteve ligado à divulgação e ao ensino da fotografia, tendo colaborado com diversas instituições na área da formação, edição e curadoria. Participou no seminário internacional “El Relato de Exposición“ (Le Récit d’ Exposition), organizado pelo Instituto Francês de Bilbau, Centro de Arte Contemporânea Arteleku, Donostia (San Sebastián), País Basco, Espanha (1995). No País Basco, desenvolveu depois dois projectos que se tornaram relevantes no seu percurso artístico. O primeiro corresponde à exposição “Memória, Indústria, Política“, que contou com o apoio do Ministério da Cultura e do Centro Português de Fotografia em parceria com a Diputación Foral de Gipuzkoa e o Museu San Telmo, e o segundo refere-se à participação na exposição “SietexSietexSiete“ que decorreu no âmbito das comemorações dos 700 anos da cidade de Bilbau e contou com o apoio da Diputación Foral de Bizkaia e da Sala Rekalde.
A fotografia é a sua principal forma de expressão artística, tendo vindo, também, a realizar trabalhos em vídeo. O autor aborda questões de cariz social e político, como as tensões existentes nos meios urbanos, a arqueologia industrial ou a ocupação do território, assim como o retrato e a paisagem. Reconhecido pelo mapeamento fotográfico de regiões periféricas e industriais, tendo em vista as mutações históricas e culturais contemporâneas, sendo um pioneiro destas temáticas no contexto português.
Começou a expor os seus trabalhos nos finais dos anos 80, do século passado, desde logo, com a mostra Estados Unidos da Imagem, Galeria Roma e Pavia, 1988, Porto.
Por mais de três décadas a sua obra tem sido exposta regularmente em galerias, museus e espaços independentes. Entre exposições individuais e colectivas destacam-se as seguintes: Paisagens Periféricas, Capela da Casa de Serralves, 1998; Paisajea, Industria, Oroimena, Museu San Telmo, Donostia, San Sebastián, País Basco, Espanha, 1999; Paisagem, Indústria, Memória, Centro Português de Fotografia, Porto, 1999; Sete x Sete x Sete, Fundación Telefónica, Madrid, Espanha, 2001; Memória Afectiva #2, Centro de Artes Visuais, Coimbra, 2003; No Princípio Era a Viagem, 28.ª Bienal de Pontevedra, Galiza, Espanha, 2004; Territorialidade, Galeria Presença, Porto, 2008; Ocupação, Galeria Caroline Pagès, Lisboa, 2009; A Colecção, Domaine de Kerguéhennce, Contemporary Art Center, Bignan, France, 2010; Mapeamento, Memória, Política, Fundação EDP, Porto, 2014; Mais do que Um Metro Quadrado: obras da Coleção de Serralves, Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto, 2021; We Want Electricity, Galeria Pedro Oliveira, Porto, 2021; Arrábida Bound, Insofar Art Gallery, Lisboa, 2021; Escuro, Centro de Artes Visuais, Coimbra, 2023; As Pedras Duram Um Pouco Mais, Dusk Festival de Arte Contemporânea, Montado do Freixo do Meio, Alentejo, 2023; Vinte e Cinco Palavras ou Menos, Museu Municipal de Faro, 2024; Arqueologia do Tempo Presente: Obras da Coleção da Fundação Ilídio Pinho, Galeria da Livraria, Universidade de Aveiro, 2024; Vinte e Cinco Palavras ou Menos, Museu Municipal de Faro, 2024; Vinte e Cinco Palavras ou Menos, Galeria Fernando Santos, Porto, 2024; És Livre, 16.ª Bienal Internacional de Cerveira, 2024.
A sua obra encontra-se editada em diversas publicações e edições monográficas, entre os quais: Paisagens Periféricas; Paisagem, Indústria, Memória; Ocupação; Territorialidade; Mapeamento, Memória, Política; Vinte e Cinco Palavras ou Menos; Escuro; Inestético Esqueleto.

 

© LUÍS PALMA